Dívida de R$ 18 mil com agiota passa de R$ 400 mil em Mogi; dupla é presa
Documentos e carro foram apreendidos pela polícia após operação em Mogi das Cruzes Reprodução / PM Dois homens foram presos durante uma operação da Pol...
Documentos e carro foram apreendidos pela polícia após operação em Mogi das Cruzes Reprodução / PM Dois homens foram presos durante uma operação da Polícia Civil que investiga a extorsão de um empresário de Mogi das Cruzes. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima pegou R$ 18 mil emprestados, mas a dívida teria aumentado para mais de R$ 400 mil com a cobrança de juros. As prisões foram feitas nesta segunda-feira (11), em Mauá e Mogi das Cruzes, durante a Operação Juros Compostos, do 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Segundo o boletim de ocorrência, a vítima fez um empréstimo informal com Miguel Júnior Pires dos Santos. Como não conseguiu pagar os juros cobrados, passou a receber ameaças (saiba mais abaixo). VEJA MAIS Agora no g1 No início de agosto, Miguel encontrou a vítima e pegou um Mercedes-Benz C180 como forma de pagamento, segundo o boletim de ocorrência. Mesmo assim, as intimidações continuaram. Ele passou a exigir que o empresário transferisse um imóvel para quitar a dívida. O suspeito marcou um encontro com a vítima perto da Estação Capuava, em Mauá, nesta terça-feira para tratar da transferência do imóvel. Como parte da operação, a Polícia Civil acompanhou o empresário e prendeu Miguel em flagrante enquanto ele dirigia o carro da vítima. Segundo a polícia, os agentes encontraram um revólver calibre .32 no veículo. Na sequência, os policiais fizeram buscas no apartamento do suspeito, em Santo André. Segundo o boletim de ocorrência, os policiais foram apreendidas no imóvel munições de diversos calibres, incluindo algumas de uso restrito. Durante a operação, os policiais perceberam que um carro branco acompanhava as viaturas. Segundo a polícia, Leonardo Amâncio de Souza estava ao volante, filmava a atuação dos agentes e enviava as imagens em tempo real para grupos de WhatsApp. Leonardo seguiu as viaturas até a porta do 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes, onde foi abordado. No veículo, os policiais encontraram sirenes de uso exclusivo policial. Segundo a polícia, Leonardo admitiu que usava os equipamentos para fazer “cobranças”. Segundo a Polícia Civil, Miguel foi autuado por resistência, lesão corporal, porte de arma e associação criminosa. Leonardo foi autuado por usurpação de função pública e associação criminosa. A Polícia Civil também solicitou à Justiça a prisão temporária de Leonardo para aprofundar as investigações sobre a participação dele nos crimes do grupo. O g1 tenta contato com a defesa de Miguel Júnior e Leonardo Amâncio. Início da dívida Panfletos utilizados para divulgação do negócio clandestino de Miguel Divulgação / PM Segundo o boletim de ocorrência, a dívida começou depois que a empresa da vítima sofreu uma queda significativa no faturamento. Para tentar lidar com a situação, o empresário procurou Miguel e fez um empréstimo informal. O empresário pegou R$ 18 mil emprestados e combinou o pagamento mensal de R$ 6,8 mil apenas em juros, com vencimento todo dia 8. A situação financeira não melhorou, e ele não conseguiu pagar as parcelas. Miguel então foi até o escritório do empresário e informou que passaria a cobrar “juros sobre juros”. A partir daí, segundo o boletim de ocorrência, a dívida aumentou rapidamente: Dívida supera R$ 400 mil: Mesmo com tentativas de renegociação e pagamentos parciais, o valor cobrado passou de R$ 400 mil, segundo o boletim de ocorrência. Ameaças e tomada do carro: Em 5 de agosto, foi marcado um encontro em Mauá para a assinatura de um contrato relacionado à transferência do imóvel. Segundo a vítima, Miguel apareceu acompanhado de dois homens armados, que dispararam para o alto em uma rua residencial para intimidá-la e a mãe dela. Ao final da ação, o grupo levou a Mercedes-Benz C180 da vítima. Exigência de imóvel: Miguel passou a exigir que a vítima transferisse um imóvel para o nome dele como forma de pagamento. O encontro foi marcado para 11 de agosto, data em que a dupla foi presa. Segundo a vítima, ela não procurou a polícia imediatamente por temia pela própria vida e pela segurança da família. Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê