Ecopontos de Mogi das Cruzes ficam lotados e moradores relatam dificuldade para descartar materiais
Ecopontos de Mogi das Cruzes recebem reclamações de moradores Ecopontos de Mogi das Cruzes registraram acúmulo de resíduos nos últimos dias, e moradores re...
Ecopontos de Mogi das Cruzes recebem reclamações de moradores Ecopontos de Mogi das Cruzes registraram acúmulo de resíduos nos últimos dias, e moradores relatam dificuldade para fazer o descarte de materiais. Entre as unidades com problemas estão as do Jardim Armênia e de César de Sousa. Imagens mostram grande quantidade de materiais, como restos de construção civil, madeira e resíduos de poda, acumulados nos locais. A Prefeitura informou que o problema é pontual e que trabalha para normalizar a retirada dos materiais (saiba mais abaixo). Morador relata dificuldade para deixar materiais Ecoponto Jardim Armênia, em Mogi das Cruzes, está com resíduos acumulados Reprodução/TV Diário O entregador Luiz Fernando Branco foi ao Ecoponto do Jardim Armênia na segunda-feira (5) para descartar materiais recicláveis. “Cheguei lá e estava tudo cheio. Os funcionários falaram que não tinha mais espaço para colocar os materiais”, contou. Ainda de acordo com Luiz Fernando, os funcionários disseram que a Peralta, empresa responsável pela coleta de resíduos no município, não estaria fazendo a retirada dos materiais do ecoponto nos últimos dias. Após insistir, ele conseguiu deixar os materiais no local. Também foram registradas reclamações sobre os ecopontos de César de Souza e do Parque Olímpico. Imagens mostram grande quantidade de resíduos acumulados nas unidades. Acúmulo de resíduos pode trazer riscos Ecoponto em César de Sousa, Mogi das Cruzes, tem acumulo de lixo Pedro Garcia/TV Diário O engenheiro ambiental Tiago Antônio de Almeida explicou que o acúmulo de resíduos fora das caçambas não é adequado para esse tipo de unidade. Segundo ele, dependendo dos materiais acumulados e das condições do local, podem surgir problemas como formação de chorume, presença de pragas e risco de incêndio. “Se tiver material orgânico misturado, pode ocorrer a formação de chorume. Também pode atrair animais, como ratos e baratas, e existe ainda o risco de princípio de incêndio quando há madeira, galhos e folhas secas acumulados”, explicou. O engenheiro ressaltou que esses são riscos possíveis e que seria necessária uma análise específica para confirmar a existência desses problemas em cada unidade. O que diz a Prefeitura A Secretaria Municipal do Clima e Meio Ambiente informou que está ciente do acúmulo pontual de resíduos em alguns ecopontos, entre eles os do Jardim Armênia e de César de Souza. Segundo a Prefeitura, houve aumento no volume de materiais recebidos nos últimos dias, principalmente resíduos da construção civil, madeira e resíduos de poda. O aumento afetou temporariamente a capacidade operacional de algumas unidades. A Secretaria informou que está em tratativas com a Peralta para regularizar o fluxo de coleta. Também mantém contato com empresas e entidades que recebem materiais para reciclagem e reaproveitamento. A expectativa da Prefeitura é de que o fluxo dos ecopontos seja normalizado nos próximos dias. Sobre os riscos ambientais, a Secretaria afirmou que o armazenamento e a retirada dos materiais devem seguir critérios ambientais e operacionais. As equipes também acompanham as condições das unidades durante o processo de regularização. A Prefeitura reforçou que os ecopontos são destinados ao atendimento de pessoas físicas, com limite de 1 m³ por mês de resíduos da construção civil e de poda. Os materiais devem ser levados separados, já que resíduos misturados podem impedir o recebimento. A Secretaria informou, por fim, que trabalha para melhorar o fluxo de retirada e destinação dos materiais e reduzir a possibilidade de novos acúmulos. Assista a mais notícias do Alto Tietê